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Evolução da produção demanda novos treinamentos

Por Jorge Figueiredo
em 21 de março de 2012 às 9:35


Cerca de 80% da cana-de-açúcar produzida para abastecer a empresa Barracool, no município de Barra do Bugres, é colhida de forma mecanizada, uma realidade bem diferente de cinco anos atrás, quando toda colheita era feita de forma manual. Essa mudança foi apontada como um fator importante na discussão dos cursos ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), durante a tarde do segundo dia do Workshop das Cadeias Produtivas.

“A produção da cana evoluiu muito, mas a colheita manual ainda existe. Achamos que os cursos voltados para a colheita manual devem permanecer, porém deve haver uma mudança de foco, pois temos novas demandas”, acredita o engenheiro agrônomo da Usina Barralcool, Wilson Carlos Galera Filho. “Achamos esse Workshop uma oportunidade gigantesca de apresentarmos nossas demandas de forma oficial para o Senar”, completa.

O Workshop da Cadeia da cana-de-açúcar ainda contou com representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), universidades, Conselho Estadual das Associações de Revenda de Produtos Agropecuários de Mato Grosso (Cearpa), Associação dos Fornecedores de Cana do Vale do Rio Paraguai (Assovale), Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindalcool/MT) e Senar-Central.

O presidente do Sindicato Rural de Sinop, Leonildo Bares, acompanhou as discussões e disse que ouvir representantes do setor produtivo do Estado é o único caminho para cada vez mais se oferecer qualificações assertivas. O Sindicato de Sinop conta com 584 filiados e é um dos que mais solicitam cursos ao Senar. “Realizamos em parceria com o Senar cerca de 80 treinamentos por ano”, aponta.

Cadeia produtiva da cana-de-açúcar – Historicamente a cana de açúcar é um dos principais produtos da agricultura, sendo cultivada desde o período de colonização. Entre seus produtos de industrialização estão o açúcar, o álcool e o bagaço. Em Mato Grosso, a estimativa é que neste ano renda 14.500 milhões de toneladas, 10.26% a mais que no último ciclo, quando foram moídas 13,150 milhões de toneladas de cana. Em todo o Brasil, a previsão é que sejam colhidas cerca de 530 milhões de toneladas de cana.