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MT tem potencial para fornecer biocombustível para aviação

Por Jorge Figueiredo
em 24 de setembro de 2012 às 8:11


O Mato Grosso pode ser o maior produtor de biodiesel e um pioneiro na obtenção de bioquerosene para a aviação, segundo a conclusão de especialistas durante o seminário A produção de biocombustível no Brasil: Desafios e Oportunidade para a Indústria da Aviação, realizado essa semana, em Cuiabá.

“O País ainda terá de superar diversos obstáculos de ordem científica, tecnológica, de produção agrícola e de políticas públicas, entre outras”, comenta a brasileira engenheira mecânica da Boeing, Nirvana Deck.

Nirvana explica que existe no Brasil uma série de matérias-primas provenientes de oleaginosas, de fibras e resíduos, entre outras, que se mostram promissoras para a produção de bioquerosene. “A Embrapa, por exemplo, está realizando pesquisas para domesticação do pinhão-manso e começou a estudar o babaçu, cujo óleo é composto por ácidos com cadeias de carbono ideais para o desenvolvimento de um biocombustível para aviação”, explicou a engenheira.

Para Silvio Rangel, gerente divisão biodiesel Grupo Barralcool, para que a ideia se torne realidade, é extremamente necessário o estabelecimento de parcerias entre o setor produtivo, os centros de pesquisa e o governo para o desenvolvimento de um programa de produção e uso do QAV (querosene de aviação). “O governo deve garantir a participação de mais este biocombustível na matriz energética nacional, disponibilizar investimentos para atrair o setor produtivo, investir em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, além de estimular a busca pela qualidade e viabilidades técnica, econômica e ambiental relativas a produção e uso deste biocombustível”.